quarta-feira, 14 de outubro de 2015

MODELO DE EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DR. JUIZ DE DIREITO DA 9ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DE ...............................




Autos n° xxxxxxxxxxxxx


FULANO DE TAL, já qualificado nos autos, por intermédio de sua advogada e procuradora ALINE OLIVEIRA MENDES DE MEDEIROS (procuração em anexo), brasileira, divorciada, profissional do ramo advocatício, inscrita no CPF n° xxxxxxxxxxxxx, e RG n° xxxxxxxxxxxxxxxxxx, com escritório profissional sito à Rua xxxxx, n° xxxx, Bairro xxxx, Cidade e Comarca de xxxxxx, onde recebe notificações e intimações, vem mui respeitosamente, aos autos da EXECUÇÃO FISCAL que lhe move xxxxxxx, à presença de Vossa Excelência propor:


EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE


Pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos:


   1.      DOS FATOS

.................. (descrever os fatos).


   2.      PRELIMINARMENTE:

Para que o mérito seja apreciado pelo juízo é necessário que o pleito preencha as condições da ação as quais vem descritas no art. 267 do CPC, inciso VI compreendendo a possibilidade jurídica, a legitimidade das partes e o interesse processual.
Que agregada a Súmula 393 do STJ, declaram esta ação como apta para discutir o mérito ao definir que: “a exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal relativamente às matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória”. Rel. Min. Luiz Fux, em 23/9/2009.


   3.      DO DIREITO

Conforme a Súmula 430 do STJ, “o inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do sócio-gerente”. Ou seja, razão não assiste na demanda ao responsabilizar o sócio-gerente para adimplir a obrigação tributária.
Ademais, as decisões dos tribunais pátrios coadunam-se com este entendimento, posto que frente a alegação de não pagamento de tributo e a aparente insuficiência de bens da empresa acarreta na impossibilidade de extensão da execução fiscal e seus consectórios legais, para o sócio-gerente da empresa, posto que esta ação somente seria cabível quando restasse demonstrado o excesso de poderes por parte do sócio-gerente, ou que ele tenha incorrido em infração à lei ou contra o estatuto, na hipótese de dissolução irregular da empresa. É o que decidiu o Ministro Mauro Campbell Marques por meio do Agravo de Instrumento n° 1.013.097-MS (2008/0200185-7).
Outrossim, conforme os Autos o sócio-gerente adentrou no pleito como responsável pelo pagamento do tributo com fulcro em uma lei Estadual, porém, a Constituição Federal expressamente define no art. 146, que caberá a lei complementar dispor sobre normas gerais em matéria tributária, no caso a Lei Complementar em questão é a Lei n° 5.172/66, que instituiu o Código Tributário Nacional, do qual, faz menção o art. 135, inc. III que o sócio-gerente, apenas fica pessoalmente responsável pelos créditos correspondentes à obrigação tributária resultante de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos.
Ou seja, não pode Lei Estadual ir contra norma Federal, muito menos contrariar a Constituição. Desta forma, o depositário infiel não encontra-se legitimado a enquadrar-se na demanda, neste caso, razão não assiste neste pleito.


  4.      DOS PEDIDOS

 Ante o exposto, respeitosamente, requer:
   
 1. Seja determinado a suspensão liminar dos atos da execução, até que seja apreciada, em caráter definitivo, a presente exceção de pré-executividade;
   2. Seja determinada a intimação do exceto para querendo, impugnar a presente ação;
   3.  Seja a presente exceção de pré-executividade acolhida para reconhecer a ilegitimidade do Excipiente para figurar no polo passivo.




Nestes Termos,

Em busca do Fiel Cumprimento da Justiça,

Pede-se Deferimento!




Local, Data.



ALINE OLIVEIRA MENDES DE MEDEIROS
OAB/SC